quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Obrigado, Coxinha!

Por Marcelo Pereira

Ei você, que saiu para as ruas com a camisa da "seleção", batendo panelas exigindo o fim da gestão presidencial anterior! Hoje eu quero lhe agradecer.

Agradecer por ter arrasado com a minha vida. Graças a você, não poderei fazer concurso público. Graças as medidas aprovadas pela nova gestão, concursos serão poucos. 

Terei que me contentar com os empregos oferecidos pela iniciativa privada, exageradamente exigentes e sem garantia de estabilidade, correndo o risco de ser demitido por causa de um reles espirro.

Agradeço a você, meu caro direitista, devolver a este país a sua condição de sub-desenvolvimento, acabando com as suas empresas e vendendo seus maiores bens a ricaços de outros países.

Agradeço a você, estimado conservador, por ligar a TV e só ouvir mentiras, notícias que comparadas com a realidade cotidiana, entram em violenta contradição.

Agradeço a você, querido retrógrado, por deixar as crianças mais burras através da mudanças na Educação. Por sua causa, escolas serão transformadas em fábricas de fascistas a prejudicar todo o resto da humanidade.

Agradeço a você, prezado fascista, por deixar muitos na pobreza, morrendo ou de tiro ou de doenças, numa estranha "higiene" social que pretende deixar vivos apenas aos teus semelhantes, brancos, ricos e portadores de um pedaço de papel chamado "diploma", que pelo jeito não serve para muita coisa.

Agradeço a você, respeitado medieval, por manter a desigualdade social, as injustiças e aumentar a concentração de renda. Hoje, nunca como antes, ricos ficarão mais ricos e pobres ficarão mais pobres. Isto se pobres conseguirem sobreviver.

Agradeço a você, honrado plutocrata, por trazer para a realidade o pior pesadelo. por instalar no Brasil um novo holocausto, só porque você detesta as pessoas de orientação política diferente da sua.

Obrigado coxinha, por piorar o país. Se ele afundar de vez, a responsabilidade é unicamente sua!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vidraça Quebrada

Por Marcelo Pereira

Um garoto peralta, daqueles que gostam de amarrar rabo de gato e atirar pedras em passarinhos, resolve atirar pedras em uma vidraça cara de uma casa em seu bairro. Pega o seu bodoque e, sem hesitar atira com força e acaba quebrando um raro e caro vitral. 

Imediatamente sai correndo e segundo depois outro garoto, comportado e de boa índole aparece no mesmo lugar e decide tentar arrimar o vitral quebrado, tentando colar as peças que caíram.

O dono da casa, irado com o vitral caríssimo que havia sido quebrado, sai da casa para tentar caçar o culpado e encontra o garoto que estava tentando arrumar sua janela quebrada. 

Sem saber o que realmente aconteceu, pune o garoto que estava tentando arrumar, achando que foi ele que quebrou a janela. Enquanto isso, o verdadeiro culpado se encontrava impune, há muitas léguas longe dali.

O nome do menino que quebrou a janela era Fernando. O que tentou consertá-la, mas respondeu pelo estrago causado pelo outro, se chamava Luís.

Certamente você conhece esta estória, contada de outra forma, com os mesmos personagens e com o mesmo final injusto...