sábado, 29 de agosto de 2015

A verdadeira liberdade finalmente conquistada (2)

Por Marcelo Pereira

A melhor coisa que eu fiz foi pular fora desse Titanic maldito que é a deturpação do Espiritismo que existe no Brasil. Liderado por espíritos de índole duvidosa e por diretores, médiuns e palestrantes crédulos em um neocatolicismo enrustido, fui muito prejudicado e  nada ajudado por esta falange oportunista que insiste em difundir o erro como se fosse avanço espiritual.

Minha vida estava um horror e eu não sabia: era por causa dessa pseudo-doutrina que se aproveitava do trabalho alheio (Allan Kardec) para bagunçar tudo e impedir a evolução espiritual.

Oportunidades erradas, mulheres erradas, brigas sérias com familiares, entre outras coisas, passaram a acontecer quando me envolvia com esse espiritismo de araque governado pelas ideias confusas e alienadas de Chico Xavier, o verdadeiro "líder" dessa manada. 

E os problemas se acumularam. Fui vítima de assaltos em proximidade de centros, perdi bens, fui enganado por muita gente, fui ofendido em consultas de "auxílio fraterno", perdi amigos de verdade e conheci muita gente falsa e gente interesseira. Perdi muito tempo esperando uma ajuda para descobrir mais tarde, lendo Kardec, que somente eu iria me ajudar, sendo esses "auxílios fraternos" uma parte do assistencialismo reprovado nas obras de Kardec e que só serve para atrair mais e mais seguidores para fortalecer o prestígio e a fortuna dessa organização sem moral que é conhecida como FEB, fundada por ex-católicos ainda não despidos de sua crença, e que se sustenta através da doce mentira e das informações mal passadas.

O interessante que os melhores momentos da minha vida sempre foram quando eu estava distante do Pseudo-Espiritismo, quando as coisas começavam a dar certo. Eu não sabia disso e continuava me enganado nessa versão falsa da doutrina. Quando em um dia fui intuído a procurar o significado da palavra "Espiritolicismo", o verdadeiro nome dessa joça, minha vida mudou radicalmente para melhor.

Tudo que havia de ruim se dissipou e passei a ter sorte inclusive em coisas mais difíceis, algo que não acontecia enquanto eu estava envolvido com a falsa doutrina. Eu me sinto mais feliz, as brigas com familiares cessaram, fiz novos amigos (os que se foram desapareceram) e não sou vítima de nenhum tipo de ofensa ou violência. Interiormente, me sinto cada vez mais tranquilo e feliz. Claro que há muita coisa para melhorar, mas agora tenho a liberdade e a segurança para seguir em frente.

Poucos sabem e muitos preferem fazer vista grossa para o que vou dizer: o Espiritismo brasileiro ficou refém de espíritos de padres de mentalidade medieval, muitos do tempo do Brasil colônia que querem fazer com os espíritas o mesmo que foi feito com os indígenas, se infiltrando feito vírus para depois dilacerar e instalar uma nova forma de Catolicismo, reencarnacionista, mas "antenado" com as tendências medievais do Brasil Colônia.

Finalmente, após ler e investigar muito e conferir com os pontos discutidos nas obras de Allan Kardec, me libertei dessa farsa. Mas como a farsa ainda representa o "verdadeiro" Espiritismo para a maioria dos brasileiros, prefiro não me assumir publicamente como espírita. Prefiro me considerar como sem religião, até segunda ordem. Até que a voz dessas picaretas do além e de seus escravos ideológicos se calem e eliminem todos os erros que serviram de pilastra para toda essa distorção que transformou Kardec em um ilustre desconhecido e um médium católico como líder absoluto e quase divinal. 

Foi o pesadelo mais longo que eu tive, que durou exatos 20 anos. Finalmente eu me acordei dele em 2012 e me tornei um homem feliz e literalmente livre. Espiritolicismo, Chiquismo ou seja que nome derem, TÔ FORA!!!  Os meus caminhos, eu mesmo faço e sigo.

sábado, 22 de agosto de 2015

A verdadeira liberdade finalmente conquistada

Por Marcelo Pereira

Antes tarde do que nunca. Eu não sabia, mas durante os 20 anos em que eu estava inserido na versão brasileira da Doutrina Espírita, sem saber que ela estava totalmente deturpada e transformada em uma seita igrejista, de fé cega em absurdos e contradições que a lógica tem condições de derrubar, estava perdendo tempo na minha vida, estragando-a, pensando estar arrumando.

Claro que de um certo modo estranhava a ausência de ciência nas atividades de centros e afins, além da presença de algumas coisas estranhas (elitismo em um grupo jovem de um centro, bullying e outras formas de desrespeito em outros, alto padrão de vida de dirigentes de centros, etc.) em sua prática. Pensava que cada irregularidade era caso isolado, devido a imperfeição de cada um, mas não era. A deturpação doutrinária permitiu essas aberrações, muito mais comuns do que se pensa.

Por acreditar em tratamentos espirituais para tudo, deixei a minha vida a cargo deles, não sabendo que espíritos sérios não auxiliam em situações cotidianas, ainda mais materiais. Entreguei a eles a ajuda na realização afetiva e profissional e paguei (e ainda pago) um preço bem caro por essa inércia estimulada pela fé. Pura ilusão irresponsável.

Ao procurar por acaso, em março de 2012, quase 20 anos após eu ter entrado na versão brasileira da doutrina o significado da palavra "espiritolicismo", minha vida mudou. Percebi todos os erros que estavam atribuídos ao Espiritismo no Brasil, o que acabou confirmando a minha suspeita sobre a falta de pesquisa e racionalidade nas práticas de centros, simpósios, workshops e similares. Ao descobrir que o Espiritismo brasileiro é uma farsa, derrubou as minha ilusões e me fez pular fora dessa cilada onde estive metido durante exatos 20 anos. 

Hoje sou livre, não creio mais nos absurdos. Nada de colônias, nada de assistencialismo, nada de "pátria escolhida", nada das bobagens de Chico Xavier, FEB e sua patota. Pulei fora e fui ler Kardec, cujas obras confirmaram os erros como tais, mostrando que o "kardecismo" brasileiro nada tem de Kardec.

Claro que como para os brasileiros, "Espiritismo" é essa baderna que vemos aí, prefiro não mais me assumir como seguidor da doutrina. Se acham que ser espírita é cultuar o ingênuo Chico Xavier e seus "mentores" mafiosos, estou fora! E ganhei energia positiva extra após sair, pois dentro dessa balbúrdia, minha vida em nada dava certo e frequentemente estava deprimido e com vontade de me matar.

Hoje sou feliz, longe dessa enganação. Não seguirei outras fés porque percebi que bom mesmo é ser racional, usar esse grande presente dado por Deus chamado cérebro, pouco utilizado pela grande maioria dos fiéis de qualquer religião. Raciocinando, posso eu mesmo resolver os meus problemas, sem a ajuda de farsantes do além-túmulo interessados no meu fracasso para que eu me recorra a eles o tempo todo e seja sugado pelo vampirismo enrustido desses demônios fantasiados de anjos.

Sou livre! Abandonei esse chiquismo irracional! Chega de fé (ir)raciocinada! Fé só com raciocínio (mesmo!). E parei de ser influenciado por essa horda invisível que finge altruísta, mas só quer se beneficiar do fracasso alheio. Como fui trouxa! Hoje eu sou livre! Hoje eu sou feliz!!!!

sábado, 8 de agosto de 2015

Panelaço


Por Marcelo Pereira

Após o panelaço por causa de um pronunciamento de um partido político considerado impopular, a patroa se dirige à sua empregada feliz da vida com a novidade.

- Dona Maria?
- Sim, patroa!
- Que negócio interessante a gente acabou de usar no panelaço ainda há pouco. Isso é uma panela, não é?
- É sim, senhora.
- Que instrumento de percussão interessante. Faz um sonzinho bom. É com ele que seus amigos fazem pagode na favela?
- Não senhora. Isso não é para percussão. Isso é para fazer comida.
- Comida? É nesse troço que as comidas são feitas?
- Sim senhora.
- Incrível, eu não sabia disso! Nunca imaginei como as comidas são feitas!
- Mas é aqui que eu faço parte das refeições que vocês comem. Há também outras panelas. Agora me dá isso aqui que eu tenho que preparar nela algo para o nosso jantar!

No final de semana seguinte a empregada, já em sua própria residência na favela usa panelas para preparar sua escassa comida, cujos ingredientes são pagos pelo escasso salário que recebe.

A patroa continua maravilhada com o objeto. Para depois a sociedade dizer que a nossa elite é realmente inteligente.