sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Maisie Williams, sua fofa!

Por Marcelo Pereira

Existem surpresas boas e surpresas ruins. A estas últimas damos o nome de decepção. E decepções são o que mais encontramos nas pessoas de hoje em dia. Pudera, pensávamos que o século XXI seria o século onde estaríamos totalmente evoluídos!

Mas claro que surpresas boas existem. Não são comuns, mas existem. Catando a gente acha. E uma dessas boas surpresas, não somente surpreendeu como surpreendeu muito. É um dos casos onde as melhores coisas são encontradas nos lugares, situações e pessoas que a gente menos espera.

Você conhece Sophie Turner? Não a nulidade que sobe e desce escada vestindo biquínis para sites masculinos de futilidades. Estou falando da jovem inglesa deslumbrante que atua no seriado épico Games of Thrones. Mas daqui a pouco vamos deixar de falar também nessa Sophie. Ela não é assunto para esta postagem.

O assunto, na verdade é outro. Estava eu pegando fotos da Sophie para a coleção de fotos de atrizes lindas e notei que ela aparecia em muitas delas acompanhada por uma baixinha de aparência esquisita. Me deu coceira e fui ver quem era essa baixinha. 

Decisão acertada. Acreditem. Ela é a melhor coisa surgida nos últimos tempos.

A tal baixinha, tão inglesa e tão "Game of Thrones" quanto Sophie, que faz a sua irmã (??!!!) na  dita série, é a inglesa Margaret Constance Williams. Mas para nós, ela atende pelo fofíssimo nome de Maisie. Afinal, há muitos anos (ou décadas?) não aparecia uma coisa tão fofa quanto a Maisie.

Conhece a expressão, "coisa fofa"? Se você conhece Maisie, terá a impressão que quem inventou essa expressão se inspirou em Maisie para criá-la.

Maisie é a coisa fofa propriamente dita. Sucesso no site Vine, rede social onde mostra videos produzidos artesanalmente pelos seus usuários, a atriz que faz a valente Arya Stark no citado seriado épico tem mostrado um charme raríssimo, além de um delicioso senso de humor, que eram comuns apenas em décadas bem remotas, quando as mulheres tinham o prazer de serem meigas e charmosas.

A fofa tem angariado muitos fãs através desses vídeos, inclusive entre os que não são muito interessados em seriados como o Game of Thrones. 

Mas não é somente no Vine que a bela (sim, bela! Esqueça os padrões: Maisie é que é a verdadeira gata linda!) mostra o seu melhor. Entrevistas mostram que ela é a pós PhD em meiguice e bom humor, se comportando exatamente do jeitinho que todo homem gosta.

E você deve estar perguntando: "se ela é tão quente assim, ela teria que ser sexy: ela é sexy?". Não se surpreenda se eu responder esta pergunta com uma afirmação. Sim, ela é sexy. Realmente sexy. Me arrisco a dizer que ela é sexy como ninguém mais consegue ser.

A dança sempre foi um dos prazeres de Maisie que estudou e passou a fazer parte de um grupo de dança da cidade de Bath, a mesma que apresentou o Tears for Fears (Shout, shout, let it all out!), quando encontra a oportunidade de mostrar a verdadeira Maisie Williams. Ainda mais apaixonante. Se acham que eu estou mentindo, cliquem neste link.

Fiquei pasmo como uma garota que à primeira vista parece não oferecer nada, mas acaba representando o ideal de mulher. Sim, Maisie é tudo. Seu charme, bom humor, sensualidade, inteligência e companheirismo são bem peculiares. Os belos olhos de Sophie (Sophie, quem é Sophie?) foram completamente ofuscados pelos igualmente belos olhões da surpreendente baixinha de comportamento espevitado.

Maisie representa, em uma só pessoa, tudo aquilo que os homens procurar numa mulher. Elogios não param de ser dados a ela nas redes sociais. Fóruns dedicados a ela parecem sites de Cardiologia de tantos coraçõezinhos que são colocados como emoticons em comentários. A quantidade de fãs, sobretudo masculinos, só aumentam, com direito a apaixonadas declarações de amor.

Maisie, quem diria... você, a mulher ideal... que eu estava procurando... 

Estou apaixonado. E eu nem fazia fé na baixinha esquisita. A mulher mais sedutora da atualidade.


domingo, 12 de outubro de 2014

Uma experiência e sua consequência

Por Marcelo Pereira

OBS: Foto puramente ilustrativa. O cara da foto nada tem a ver com a estorinha.

Celso era um cara extrovertido e boa pinta. Bonitão, alto e relativamente robusto era uma pessoa amável. Altruísta ao extremo, adorava ajudar os outros. Celso nasceu com a ideia de que iria ajudar os homens a escaparem da solidão.

Nunca negava ajuda. Tinha uma namorada firme, quase noiva, que conseguiu graças a seu carisma e facilidade de conquista. Mas como não era egoísta, decidiu repartir essa facilidade e a felicidade de estar acompanhado com os homens que encontrava pela frente. E eram muitos solitários a lhe pedir ajuda.

Celso fazia de tudo para que nenhum homem ficasse solitário. Não se limitava a ensinar as táticas de conquista. Nem se limitava a seguir regras sociais. Procurava sempre analisar cada caso e agir ou aconselhar de acordo com o tipo de limitação do homem a ser auxiliado. Chegava até a fingir que era amigo intimo de alguns deles para que a conquista pudesse ser facilitada.

Celso se sentia feliz em fazer os outros felizes. Sua missão de "cupido encarnado" era o que mais gostava de fazer e com isso sempre procurava evitar lágrimas nos olhos de outros homens.

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Otávio nunca se dava bem com as mulheres. Não era feio, mas era desengonçado. Míope, com má coordenação motora, Otávio era muito tímido, tinha déficit de atenção e um leve autismo. Mas queria muito namorar.

Suas limitações e as exigências sociais lhe impediam de conquistar as mulheres que queria. Muitas delas eram comprometidas, pois outros homens lhe passavam a perna. Quando tentava conquistar alguma garota, Otávio sempre se dava mal, pois seus defeitos lhe faziam cometer muitas gafes que espantavam as mulheres. Uma pena.

E o pior, ninguém lhe ajudava a conquistar nenhuma mulher. Ninguém lhe apresentava alguma mulher ou lhe dava dicas de conquista. Quando davam, eram dicas falsas, que só atrapalhavam ainda mais. Parecia que os outros homens se divertiam com as gafes que Otávio cometia e com o fato de estar solitário. Havia bullying de sobra para Otávio se tornar uma vítima. Isso era bom para os outros homens. Afinal, sobrava mulheres para eles.

Ele foi assim por muito tempo na vida adulta. Até que um dia adoeceu (a depressão não lhe estimulava a cuidar da saúde) gravemente e ficou hospitalizado. Antes de morrer, cedo, com cerca de quase 50 anos de idade e totalmente solitário, jurou para si mesmo:

Se eu voltar a viver e for um conquistador, vou ajudar os outros a nunca
ficarem sozinhos. Farei o que nunca fizeram por mim.

Otávio falece dias depois de ter falado esta frase, após meses internado por causa dessa doença grave.

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Muitos anos depois, nasce Celso, um lindo bebê sorridente e cativante. Era um menininho alegre, que conquistava a todos com facilidade e sempre gostava de ver os outros sorrindo. Um menino que cresceria sempre ajudando os outros meninos, mesmo nas brincadeiras mais ingênuas.

E aí, o que vocês tiram dessas duas estórias? Elas estão relacionadas? Certamente, é difícil negar essa pergunta...

domingo, 5 de outubro de 2014

A Neurose de Guerra da Vida Afetiva

Por Marcelo Pereira

"Quem chega primeiro, leva o melhor"
(Domínio Público)

Eu vou fazer uma confissão. Eu tenho um trauma psicológico. O meu trauma se refere à mulheres comprometidas. É um trauma estranho, raramente relatado pela maioria das pessoas e só conheço eu mesmo que tenha um trauma psicológico relativo a esse assunto.

Para entender o meu trauma, preciso dizer algo antes. Inúmeras vezes foram provados em testes com ratos que uma experiencia negativa repetida inúmeras vezes gera um trauma: se, por exemplo um rato recebe um choque toda vez que toca em um queijo, vai chegar um momento em que o rato vai se afastar do mesmo ou de qualquer queijo, por associar o alimento à experiência desagradável.

Portanto, vamos lá. O meu trauma se refere às mulheres comprometidas. Tenho uma crença subconsciente de que as mulheres que eu quero na verdade pertencem ou estão reservadas aos outros homens. As que estão reservadas para mim ou não me atraem ou podem me causar problemas e danos, no mínimo tédio.

Como originou esse trauma? Simples. Por inúmeras tentativas de conquista em que eu acabava tomando conhecimento, ou pela própria mulher ou por outras pessoas ou testemunhando pessoalmente fatos de que a mesma era comprometida (casada, namorando ou noiva), numa relação estável. E isso aconteceu de maneira incessante, muitas vezes, como um mesmo filme que se repete, mudando apenas um elenco.

Essa experiência moldou a minha personalidade. Me tornei, com isso, uma pessoa mais desconfiada, com receio de iniciativas desse tipo (não por timidez, pois não tenho uma personalidade tímida, mas pelo trauma em si - o medo não é de tomar a iniciativa e sim de repetir a experiência).

Um dos maiores danos é o de ter uma certa raiva dos outros homens, devido ao sentimento de inferioridade perante eles. Não chega a ser inveja, mas um sentimento de que os outros homens são melhores do que eu, pelo simples fato de terem sido aceitos pelas mulheres. Esse sentimento de raiva é um horror. Pensam que eu gosto disso? Claro que não! Isso aumenta ainda mais o meu sofrimento.

Por isso que critico bastante homens que se casam com mulheres que me despertam atração. Se Deus pudesse me punir pela desobediência daquele mandamento "não cobiçarás a mulher...", escolheria a pior punição. Não deve ser uma ideia agradável ser queimado vivo em uma fogueira.

Como lido com isso?

Aos poucos estou vencendo o trauma, com bastante sucesso. Com a rigidez das regras de conquista - que estabelece o perfil do homem "ideal", estipula modos, lugares e situações para que um homem consiga conquistar uma mulher, coisa de uma sociedade excessivamente exigente, o jeito é trabalhar meu pensamento para aceitar a solidão. Aos poucos vou conseguindo. Mas não é tarefa fácil, já que a vida afetiva é direito básico e ser humano não foi feito para viver sozinho.

Tive que tirar a vida afetiva de minha meta. Até isso é um privilégio de outros homens, pois não posso ter planejamentos do tipo "quando eu casar, eu vou..." e nem ouvir aquela cançãozinha "Com quem será que o Marcelo..." nas festinhas de aniversário. Isso não é direito meu.

Mas isso não significa que vou desistir da vida afetiva. Eu não quis dizer isso. Só vou tirar da minha meta de vida. Não dá para estabelecer como meta algo que se tem poucas chances de realizar.

Também não vou ficar com "as sobras", pois sou do tipo que acredita que é melhor ficar só que mal acompanhado. Tentei namorar várias "sobras" e tive que encerrar os namoros com menos de um anos de duração, por causa de algum aborrecimento causado pela relações sem amor.

A solidão não é tão desagradável assim, apesar de ir contra a natureza humana. Vou levando a vida assim, até que apareça alguém "que preste", sem criar expectativas quanto a isso. Muitas vezes a solidão é vantajosa, pois quem vive só possui o absoluto controle de sua vida - incluindo os gastos - esse sim, um privilégio que muitos "felizardos" casados com belas donzelas não possuem.

O jeito é admitir que a festa acabou e parar de exigir o bolo que já foi comido.

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NOTA: Semanas atrás enviei um pedido de "add" para uma lindíssima professora cearense que se parece muito com a atriz Irene Molloy, pois gostei de seu perfil, embora não tivesse lido todos os dados. Ela aceitou. Quando fui ao mural dela escrever uma mensagem de agradecimento lá estava a tenebrosa sentença "casada com Fulano". Imediatamente deletei ela da minha lista de amigos. Não tenho direito de ter uma mulher linda e inteligente?

NOTA 2: A letra da música abaixo metaforiza a neurose de guerra com a vida afetiva. Ouçam, prestando atenção na letra.