segunda-feira, 17 de março de 2014

Em busca do Humphrey Bogart perdido

Por Marcelo Pereira

As mulheres tem fama de exigentes demais com os homens, sobretudo nos aspectos de proteção e sustento. Apenas a beleza facial e o caráter são dispensados pelas mulheres o que explica porque homens feios ou de índole perversa ainda são bastante desejados pelas mulheres.

Visitando sites e fóruns que ensinam os homens a conquistarem as mulheres vejo que as mesmas seguem um padrão fixo (pelo menos segundo o que estes sites dizem), na hora de escolher um homem. E todo homem deve seguir rigidamente estas regras, como se todas as mulheres quisessem a mesma coisa. Como se todas as mulheres estivessem a procura de uma versão atualizada do Humphery Bogart.

Coloquei o famoso ator como exemplo porque pelo que se analisa do perfil comumente atribuído ao chamado "homem alfa", o perfeito,  "príncipe encantado", o "deus apolíneo", se encaixa no perfil do personagem interpretado pelo citado ator em Casablanca, um filme superestimado e que considero um dos mais tediosos que eu já assisti.

O cara que só anda de terno, de pose sisuda, que fala sussurrando com aquela expressão facial que você não consegue saber se ele está feliz ou chateado, que fuma, enche a cara e só fala de futilidades com a mulher que senta na mesma mesa, é o perfil descrito como "ideal".

Claro que tudo isso em versão atualizada, "muderna", acrescentando uma tatuagem ali, outro palavrão aqui, música ruim ao invés do excelente jazz mostrado em Casablanca (a música é a melhor coisa do filme - toque de novo, Sam!) e teremos a versão atualizada do galã canastra, uma espécie de anti-romântico mais adequado aos tempos insensíveis em que vivemos hoje.

As mulheres espantalho - a maioria esmagadora das mulheres de hoje, que não pensam, nem amam, gostam desse tipo de homem, meio safado, mas nem tanto. Um pouquinho malvado (surra de amor não dói?) mas sem se assumir como malvado. Pelo jeito as mulheres se enjoaram do romantismo.

E para piorar, enquanto as mulheres (des) aprendem a não serem românticas, os homens cada vez mais querem romantismo e ficam encalhados por causa disso pois é o anti-romântico que irá flechar o coração das masoquistas mulheres, que sonham com um macho que as despreze, as humilhe e as traia, seja com outra mulher, seja com futebol.

Os homens mais românticos, joviais e de vida mais simples, sem aquela obsessão por restaurantes caros e jantares noturnos, preferindo uma casa em uma paisagem florida, a cada dia que passa encontram dificuldade de conquistar as mulheres que desejam, tendo que se conformar com o que aparece pela frente.

E os sites que tentam ajudar os homens a conquistar as mulheres, na verdade mais atrapalham do que ajudam, pois se baseiam em estereótipos e só oferecem conselhos vagos, que intimidam ainda mais os homens que já são receosos em se dar mal em uma conquista.

As regras de conquista deveriam mudar. As mulheres deveriam recuperar o romantismo e desejar um homem menos "alfa", pois ele é irreal e compensa as suas qualidades com sérios defeitos que destroem casamentos todos os dias.

Enquanto o disco da conquista afetiva continua pulando, repetindo velhos estereótipos, para mim, só resta uma coisa a dizer: Toque de novo, Sam!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Entrevista com uma celebridade sincera

(Por Marcelo Pereira)

Quando vou a casas de amigos, sempre vejo a TV ligada em algum programa dominical como o do Faustão, aparecendo aquelas celebridades posando de santas e falando de valores elevados que, para quem é bem informado, sabe muito bem que tal celebridade não segue. Se no domingo, Fulano aparece na TV sendo canonizado pelo Faustão, na segunda-feira seguinte lá está ele, na internet aprontando alguma bobagem que desmente o seu bom-mocismo.

Eu não acredito e celebridades. São gente arrogante, egoísta, fanfarrona, chegadas a uma noitada com farta bebedeira e só fazem amizades e/ou namoram com gente muito bem remunerada. Quando fazem alguma caridade, é algo supérfluo, paliativo e feito com interesses de reconhecimento público ou até mesmo de retorno financeiro.

Mas muita gente acredita, prova de como as celebridades conseguem convencer nas atuações, mesmo quando não estão interpretando seus personagens. Eles atuam melhor quando eles fingem ser eles mesmos.

Portanto, chega de hipocrisia! Nosso blog acaba de fazer uma raríssima entrevista com uma celebridade sincera. Ele nos falou tudo. Só pediu para não revelarmos sua identidade, pois poderá prejudicar todos os lucros e o poder midiático que ganhou por sua bem sucedida carreira. Mas mostrou os verdadeiros podres que passam nas cabecinhas ocas das celebridades e que nunca é revelado nas entrevistas dos programas dominicais ou em outros meios. Com vocês, a Celebridade Sincera em entrevista ao Planeta Laranja:

PLANETA LARANJA - Antes de tudo, quero agradecer por ter aceitado a nossa entrevista, já que era a nossa vontade tê-lo em nosso blog.

CELEBRIDADE SINCERA - Eu que agradeço, já que é a oportunidade de divulgar o meu trabalho. Afinal, ganhou muito dinheiro graças ao meu trabalho e qualquer forma de divulgação é bem vinda, mesmo de tabloides sensacionalistas ou de fotografias tiradas por paparazzi.

PL - Os paparazzi te incomodam?

CS - Às vezes, quando eu quero sossego. Mas tem alguns momentos que me divirto com eles. São gente tola, pensam que nós trabalhamos para eles. Mas eles nem sabem que na verdade eles é que nos favorecem. Mesmo uma nota negativa, ajuda, e muito, a me manter na mídia e fixar os meus ganhos com publicidade e com convites de trabalho.

PL - Tem recebido muitos convites?

CS - Sim, e muito. O engraçado é que quanto mais escândalos aparecem na minha vida, mais trabalhos aparecem. Sabe como é: a mídia odeia gente correta. Gosta de gente que finge de correta. mas de gente correta, não. Ator que tem vida pacata tem carreira curta. Desaparece a médio prazo. legal é encher a cara na madrugada, berrar, badalar, vadiar e trepar com a primeira pistoleira de plantão.

PL - E a sua relação com as fãs?

CS - Tadinhas, são muito sonhadoras. cada uma pensa que eu estou casado com ela. Vão ao meu camarim me encher com aqueles presentes ridículos e algumas chegam a fingir que estão passando mal para poder receber meu carinho. Para ficar bem na fita, até faço o que elas querem. Mas acabado tudo, jogo fora todos os presentes e vou correndo tomar banho para tirar a inhaca daquelas iludidas. Às vezes dou risada ao saber que existem gente tão idiota.

PL - E o relacionamento com sua namorada de anos?

CS _ Rapaz, vou te dizer uma coisa... Não espalha para ninguém porque isso pode me prejudicar. Melhor... Vou te dizer várias coisas. A primeira é que a namorada que aparece comigo na TV e nos tabloides não é a minha verdadeira namorada. Segundo, não gosto nem da verdadeira e nem da falsa. Aliás não gosto de ninguém. Gosto de mim. Eu sou o máximo, o melhor. Não preciso de companhia. Afinal, como um apolíneo de 1,97m como eu vai ficar com uma qualquer? Um cara como eu merece uma europeia bem rica. Até as ricas brasileiras não prestam. Umas mal amadas de baixa auto-estima que só gostam de torrar dinheiro no shopping e fazer filhos.

PL - Você nunca teve filhos, não é?

CS - Taí um assunto que me irrita. Filhos. Só servem para dar problema e sugar dinheiro. tenho vários mas não crio nenhum. Sou obrigado a pagar pensão a cada um. Meu orçamento se reduz um pouco por causa disso. Mas ainda bem que com minha fama e com o que eu ganho, sempre estou abrindo uma boate e ganhando muito dinheiro com ela. Semana que vem inauguro a 30ª filial de minha famosa rede de boates, só frequentada por gente da moda.

PL - Você acredita que a sua fama irá acabar?

CS - Deus me livre! Não fale nisso! Fui feito para ser famosos, ser amado, adorado! Ver todas as pessoas beijando meus pés e pagando mico para me agradar em faz feliz! Sair da fama é como me trancar num lugar isolado! Quero mais é ficar famoso e farei de tudo para me manter na mídia, nem que tenha que andar pelado na rua!

PL - Você é altruísta? Participa de campanhas filantrópicas? Você ajuda as pessoas carentes?

CS - O quê? Ajudar? rapaz, você está sonhando... Quero mais que os carentes se danem, que os excluídos sejam excluídos! Pobres foram feitos para me pagar. Eles é que tem que me ajudar! Sou o ídolo deles! Participo dessas campanhas só para me favorecer, já que fingir de "santo" me favorece. Mas não quero ajudar ninguém. Quanto mais rico eu for, melhor. Se eu der meu amado dinheirinho para os outros, aí me ferro.

PL - Mas você apareceu domingo passado num programa de TV falando coisas lindas sobre valor humano, caridade, lições de vida...

CS - Você disse bem: programa de televisão. Sou ator, uma celebridade. Sou pago para interpretar, fingir. Quer me conhecer, não me veja na TV. Quando eu falei aquilo tudo, eu estava interpretando um personagem. Não sou nada daquilo, não. Valores elevados para mim, é o preço que paguei pela minha coleção de carros importados. Lição de vida? Ora, ora, paciência... Não tenho tempo para bobagens desse tipo.

PL - Mas muita gente se comoveu com o que você disse.

CS - Repito o que eu falei: sou pago para fingir. Aparecer em programas de TV, dando entrevista falando sobre "lições de vida" e "valores elevados" faz parte de meu trabalho. Estou vendendo um produto que sou eu mesmo. E como todos gostam de "santinhos", eu me fiz de um para continuar ganhando mais simpatia do público e mantendo os meus lucros, que vem crescendo a cada minuto.

PL - E toda celebridade é como você?

CS - Sem dúvida. Ser bonzinho não vale a pena, só perde. Hoje o legal é ser egoísta, sem assumir o rótulo. Celebridade que é bondosa de verdade prede e em pouco tempo entra no ostracismo. Ninguém gosta de gente correta, mas de gente que finge que é correta. A vida sem excessos é tããão chata.

PL - Essa entrevista que você está me dando não vai te prejudicar?

CS - Bom, prejudicaria se você revelasse quem eu sou. Peço com urgência para que não revele a minha identidade. Mas de qualquer modo foi bom porque foi um desabafo. Estava cansado de fazer o papel de "santinho". Quero mais é extrapolar, extravasar. Como seu blog não tem a visibilidade da grande mídia estou tranquilo.

PL - Apesar de não gostar de sua postura e de suas opiniões, agradeço a entrevista, por revelar tudo aquilo que eu acreditava sobre as celebridades.

CS - Pode anotar que é isso mesmo. Celebridade correta e bondosa nasce morta. A fama dá a oportunidade de sermos ainda mais promíscuos. E o que os outros chamam de promiscuidade é o que eu entendo como a total e legítima liberdade. Liberdade que eu tenho o direito.

PL - Bom, você faz da vida o que quiser. Posso publicar?

CS - Pode, desde que não diga quem eu sou. Pode estragar a minha carreira e a de outros.

PL - Vou te chamar de "Celebridade Sincera", pois apesar das ideias incorretas que obviamente reprovo, você pelo menos não foi hipócrita. Encarrada a entrevista. Obrigado e... tenha juízo.

CS - Agradeço a oportunidade de desabafar.

domingo, 2 de março de 2014

A única vez em que consegui conquistar uma mulher por quem eu estava apaixonado e mesmo assim não resultou em namoro

(Por Marcelo Pereira)

Eu havia mencionado em outras oportunidades que nunca namorei quem eu estivesse apaixonado. Conquistar mulher é uma tarefa difícil, graças as injustas e incoerentes regras de conquista impostas pela sociedade cada vez mais preguiçosa, preconceituosa e excludente.

Mas houve uma vez, uma única vez que consegui, quase sem querer, conquistar uma mulher por quem eu havia me apaixonado. Infelizmente não deu em namoro, pois o destino se intrometeu e estragou tudo. No final desta postagem vocês saberão como. Mas foi a única vez  nos meus quase 42 anos de vida que consegui conquistar uma mulher por quem eu havia me apaixonado antes.

Só para esclarecer: não confundam paixão com atração. Já conquistei muitas mulheres que eu estava a fim, mas não estava apaixonado. Estar a fim é uma coisa, estar apaixonado é algo muito mais intenso. 

E normalmente, a maioria das pessoas não consegue se casar com quem está realmente apaixonado. Normalmente se apaixona depois ou apenas um dos cônjuges está apaixonado, enquanto o outro só gosta, geralmente com amor fraterno. Existem exceções mas esta é a regra.

Já para mim, o normal é repelir quem eu me apaixono, como no caso da "Senhora A", a garota que em Março deste ano completa 30 anos que a conheci. Nunca namorei com esta e hoje ela nem me quer como amigo, me bloqueando em redes sociais. Ela está casada, com uma filha e aparentemente satisfeita em sua rotina e seu feudo limitado de amigos. falarei mais dela na segunda semana de Março, quando comemorar a fatídica data. Mas esqueçamos a "Senhora A" e vamos a outra mulher que consegui conquistar.

Quando o "cupido" virou paixão

Salvador, cerca de abril de 1991. Apesar de ser o segundo ano de minha estadia na capital baiana, era o primeiro em que pude realmente me sociabilizar. O ano anterior, 1990, eu estava em uma escola técnica onde a maioria dos alunos não se entrosava (deve ser porque era uma escola de ciências exatas, com alunos de personalidade maios "fria"). Eu, então recém chegado e normalmente com dificuldades de me sociabilizar, travei logo, podendo me soltar apenas no ano seguinte, quando a estoria que vou contar se passa.

Em 1991 mudei de escola. Era o primeiro ano do ensino médio (que tive que começar de novo, graças ao fracasso do ano anterior). Descobri que a tal escola técnica foi um erro.Me matriculei numa escola comum, o Colégio Águia, hoje extinto e que era situado em frente a movimentadíssima  Praça da piedade, coração do centro de Salvador.

Eu estava a fim, mas ainda não apaixonado por uma garota de aparência frágil chamada Márcia (calma, não é essa a musa desta postagem!). Como não consigo esconder minhas emoções, os colegas mais próximos acabaram sabendo disso. Uma colega da turma, amiga e vizinha de Márcia (moravam perto, no bairro do Bonfim, bairro que gosto muito e onde fica a famosa igreja, e pegavam ônibus juntas), de nome Kátia Valéria, de aparência indígena (da mesma etnia indígena, mas pouco semelhante a atriz da foto) se ofereceu a ajudar a conquistar. Não deu certo, pois Márcia acabou recusando, mesmo com o esforço da amiga.

Mas uma coisa bem estranha aconteceu. Aos poucos perdi o interesse por Márcia, o que fez com que me conformasse rápido com a rejeição. Mas passei a gostar de Kátia. Pior, o meu interesse por Kátia só foi aumentando gradativamente, se convertendo aos poucos em paixão.

Simultaneamente acabei sabendo que a paixão era recíproca. Apesar de ter me ajudado a conquistar outra mulher, Kátia acabou criando afeto por mim. Talvez por isso mesmo, pois foi a oportunidade da bela indiazinha perceber o meu jeito e criar afeto.

Mas a direção da escola arrumou um jeito de dificultar as coisas. Graças a dependência de Matemática, que ela não conseguiu aprovação na série anterior, a direção obrigou Kátia a estudar no turno da tarde, tendo que fazer a matéria Matemática de manhã, onde ela ficava pouco tempo e normalmente sentava longe de mim (embora os alunos não fosse obrigados a ter lugar fixo, muitos preferiram fixar seus lugares), indo embora logo em seguida após o fim da aula. Triste.

Mas teve uma época que ela sumiu mesmo. Não foi mais vista sequer nas aulas de Matemática. Ou ela desistiu da dependência (ela poderia optar por cursar integralmente a série anterior toda) ou se mudou para outra escola. Não a mais vi.

Mesmo com a ausência, fui nutrindo a paixão por ela, embora chegasse a me apaixonar por uma nerd, de nome Ioná, no ano seguinte, 1992, onde por causa da crise financeira me mudei para uma escola pública, a Central, que tem a mesma importância que o Liceu Nilo Peçanha de Niterói. Cerca de dez anos depois, ao fazer a prova de encerramento de curso superior, reencontrei Ioná e tive uma longa e excelente conversa com ela, mas sem sucesso de conquista, apesar de ter concluído que Ioná também era uma mulher ideal para um relacionamento sério.

O encontro inesperado e feliz, antes da ruptura brusca

Mas vamos a 1997. Como a conquista da nerd Ioná fracassou, voltemos a indiazinha Kátia. Como falei, fui nutrindo uma paixão por ela, embora conformado com a hipótese de nunca mais vê-la.

Passei no Vestibular para Letras (que escolhi meio sem convicção, só para ter um "diploma") na UFBA em 1996. O início do ano letivo seria no ano seguinte. Ao chegar na faculdade, no segundo dia (no primeiro, o campus estava vazio), uma grande surpresa: Kátia Valéria estava lá.

Uma curiosidade: é a mesma faculdade me deu a oportunidade de conhecer, em 1998, uma xará tão linda, Cátia Regina, que fez aniversário no último domingo e que também me apaixonei. Ainda tento conquistá-la on line (ela está no Facebook e mandei uma mensagem carinhosa de parabéns), embora tivesse tido uma oportunidade melhor nos últimos dias que morei na capital baiana, onde ela chegou a trabalhar perto de onde eu morava. Coincidentemente, além do mesmo nome (só que com "k"), Kátia Valéria faz aniversário na mesma semana de sua xará (não me lembro a data) e  paralelamente a Letras, fez Administração como também fez a outra Cátia. Letras e Administração (esta por vocação) são duas faculdades que tem a ver comigo. Um festival de coincidências que une as duas C(K)átias maravilhosas.

Mas voltando à indiazinha, ela estava soberba, ainda mais linda e gostosa. Demorei para conseguir conversar com ela, pois ela, tendo entrado no ano anterior, não estava nas mesmas disciplinas que as minhas. Mas coincidentemente no dia do meu aniversário (21/03) consegui e olhei bem nos olhos dela, apesar do assunto ser trivial. Como acreditava que veria mais vezes, não me apressei em me declarar ou tocar no assunto. Só que em pensamento, disse a mim mesmo, sem falar, "você é a mulher que eu quero". Jóia. Era uma sexta feira e passei o final de semana sonhando.

Mas a partir da semana seguinte ela sumiu. Achei normal no início pois achava qu era uma falta comum. Só que arrastou semanas, meses, anos e nenhuma notícia dela.

Na conversa ela, que ficou bem alegre ao me ver (ainda gostava de mim), me havia dito que estava fazendo simultaneamente administração em uma faculdade particular. Mas não fui procurá-la. Me conformei com a situação até porque havia muitas gatas no ambiente (faculdades são redutos de mulheres lindas em qualquer cidade: se você me pedir para mostrar as mulheres mais lindas de Niterói, te levo à UFF). Nunca mais tive notícia de Kátia Valéria e nem a encontrei na internet.

E assim foi esta postagem, sobre a única vez que consegui conquistar uma mulher que não somente admirava como estava apaixonado. Pena que o final não foi feliz.