sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O galã das mulheres carentes

Por Marcelo Pereira

Estou muito longe do padrão definido como "galã". Sei que o homem não precisa ser bonito para ser considerado galã. Ele tem é que cumprir rigorosamente os requisitos exigidos que o caracterizem como um protetor ou provedor ideal. Tanto é que os maiores galãs brasileiros nem são os homens mais bonitos do país, seduzindo muito mais pela postura firme do que pela beleza.

Eu me considero bonito. Mas não me considero atraente. Minha popularidade entre as mulheres é risível e uma grande maioria das minhas admiradoras, formadas maciçamente por mulheres carentes, não me interessa. Parece que as mulheres só se lembram de mim, quando os outros homens se esquecem delas. Somente poucas realmente atraentes se sentiram atraídas por mim, e isso na minha mais tenra adolescência, fase da vida onde as mulheres ainda não se comprometeram seriamente com as hordas de babacas sortudos.

Nada contra a felicidade das carentes, mas entendo que um relacionamento saudável deve ter uma reciprocidade de atração, senão nada feito. Não vou obrigar ninguém a gostar de mim, mas não me obriguem a gostar de alguém. Muitos relacionamentos se arrastam no fracasso pelo medo de muitos homens em dizer "não" para as mulheres que eles não querem.

Carentes são menos exigentes

As mulheres carentes costumam ser menos exigentes. Por não terem tido uma vida afetiva bastante experiente, elas não tiveram grandes decepções com os homens, exceto pelo fato de terem sido  rejeitadas pelos homens desejados. Mas não passaram por situações de traição ou de frustrações com o machismo como as mulheres de vida afetiva mais ativa tiveram.

Além disso, por estarem quase sempre sozinhas, dispensam vários níveis de exigência para tentar aumentar as chances de pelo menos estarem acompanhadas, senão com um irritante "príncipe encantado", pelo menos com um sapinho simpático.

As mulheres mais atraentes também não são felizes, mas o tipo de frustração dessas é bastante diferente. Ao encerrar os seus relacionamentos, costumam não associar as decepções com aspectos de proteção/sustento (atributos que nenhuma mulher atraente deseja abrir mão) e inicia um novo relacionamento geralmente com um homem igualzinho ao anterior, salvo em poucos aspectos de personalidade.

Carentes, apesar de fúteis culturalmente, sabem escolher homens melhor que as atraentes

Do contrário das atraentes, que vivem arrastando relacionamentos fracassados em troca de sexo, proteção e dinheiro, as carentes sabem escolher homens. Estas costumam abrir mão do estereótipo protetor/provedor e muitas vezes acabam valorizando características reais de seus pretendentes, aquelas que são mais úteis para o sucesso de um relacionamento.

Mas infelizmente, na contramão, acabam não desenvolvendo muito a parte cultural de suas personalidades, já que , segundo pesquisas recentes, as mulheres carentes costumam ser mais acomodadas em matéria de gostos e convicções, costumam ser mais emotivas do que racionais e no lazer, decepcionam com referências culturais mais óbvias e fúteis, sendo rejeitadas por homens que sonham em usar a vida conjugal para se evoluir culturalmente.

Isso explica porque as mulheres que tem referenciais culturais mais cafonas estão encalhando mais, visto que as mulheres com referenciais sólidos são cada vez mais desejadas, independente de serem bonitas ou não. Hoje uma feia inteligente é mais desejada que uma linda burra. Em outro texto, vou tentar entender isto, visto que aparentemente, os homens ainda não valorizam na prática as qualidades intelectuais e culturais de suas mulheres, embora prefiram mulheres com referenciais culturais mais avançados.

Como fazer que as atraentes se interessem por um homem "não atraente"?

Boa pergunta. Mas ela ainda está sem resposta. O processo de conquista está cada vez mais difícil e seletivo (dentro da perspectiva pelos aspectos protetor/provedor). 

As mulheres de hoje preferem arrumar seus pretendentes dentro de grupos fechados, como era nos tempos tribais onde os casamentos só aconteciam dentro de clãs. Um retrocesso.

Homens e mulheres que não possuem grupos sociais fechados e fixos, tem que recorrer a boates ou a sites e comunidades de relacionamento. Mas mesmo assim, só encontram frustração. Em boates, por ser um ambiente típico de quem não quer relacionamentos sérios. Em sites por não encontrar realmente aquilo que se deseja. O que se deseja normalmente já foi pego por outra pessoa (que curiosamente poderia ficar com qualquer outra).

Tenho que concluir que num mundo injusto, nem a vida afetiva poderia ser justa.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A número 2 também está casada

Por Marcelo Pereira

Sobre a maior paixão da minha vida, eu falei muitas vezes em meus blogues. Falei da terceira em uma oportunidade. Mas da segunda ainda não. Nos três casos, não cheguei a namorar com nenhuma delas (as que eu namorei nunca me despertaram paixão), embora tenha conseguido conquistar a terceira paixão, que desapareceu misteriosamente após reencontrá-la na faculdade, em 1998. Triste.

Mas falaremos da segunda paixão. Segunda em hierarquia, pois conheci ela antes da maior paixão, a Sra A. Chamaremos a "número dois" de Sra V. Interessante que as duas se encontraram pessoalmente, pois a Sra V se matriculou na mesma classe de 1983, em um colégio de Niterói, onde conheci a Sra A. A Sra V emprestou um óculos para a Sra A experimentar por curiosidade. Curiosidade mesmo é ver uma de minhas paixões experimentando o óculos da minha outra paixão.

E porque estou falando sobre a Sra V? Simples. Porque por acaso, procurando vários colegas que moravam em São Pedro d'Aldeia, onde passei boa parte da minha infância, acabai encontrando a no Facebook. Ela voltou a morar em São Pedro d'Aldeia e para minha tristeza casou e teve filho.

Conheci Sra V através de meu irmão. Ela estudava no mesmo colégio que ele (eu estudava em outro colégio), em outra turma. Foi em 1980. Eu e ela tínhamos 9 anos de idade. Ele havia falado de uma gordinha linda que atendia pelo nome de V. Perto do principal parquinho da cidade, meu irmão acabou mostrando a bela fofinha. Puxa, era linda, e na época tinha cabelo curtinho.

Linda era pouco, mesmo gordinha era um dos rostos mais lindos que eu já vi. No Facebook, a Sra V mudou de foto recentemente e deu para perceber claramente que a "V" era a mesma. E o mais triste: aos 42, ela ainda está a maior gata!!!

Apesar de ter visto em 1980, só comecei a falar com ela em 1981, quando a família dela se tornou vizinha da minha (e ele acabou sendo minha colega de sala no citado ano, como falei,dois anos depois ela voltaria a ser minha colega, só que em Niterói). Meu pai era colega de trabalho do pai dela. E o pai dela gostava de mim e brincava dizendo que ele me queria como genro. Se esse era o desejo dele, lamento, outro tomou meu lugar. V tem uma irmã tão gata quanto ela, só que mais magra. Esta ainda não encontrei na internet.

Mandei convite para ela me adicionar como seguidor ("amigo"? Sem essa, Zuckerberg!) no Facebook. Ainda aguardo respostas, mas ela deu sinais de que não se lembra de mim. Grandes chances de me recusar. O maridão não vai gostar nada de saber sobre isso.

Mas, fazer o quê? Do contrário que a mitologia popular diz, as melhores se casam mais rápido. Tenho que me conformar em perder para outros homens as mulheres que me satisfariam e garantiriam a minha fidelidade. Ainda aguardo alguma coisa que preste caindo na minha rede. 

Mas a vida é assim. Uns nascem para sofrer enquanto o outro ri, como dizia o poeta.

Pô, mas não liberaram nem a número 2, uma gordinha?...